Reflexão em Atos 17


Tenho refletido muito em algo. Em Atos 17, quando Paulo prega em Atenas, ele se apropria da cultura daquela região para poder encontrar uma forma de expôr para aquele povo a Mensagem de Jesus Cristo. Não foi um discurso alienado e alienalista. Não foi coberto de jargões que aqueles homens não entenderiam. Foi usando a linguagem deles, a mitologia deles, o mo…do deles de enxergar o mundo. Esse texto parece estranhamente inadequado para quem está acostumado a viver no “mundo gospel”, acostumado a se colocar como “Filho do Rei”, acima do bem e do mal, e sair apontando o dedo para julgar quem é bom e quem está destinado ao inferno. Creio que é nosso papel descobrirmos as estátuas aos “deuses desconhecidos” que estão espalhadas ao nosso redor. Em uma tela de pintura, em uma música “secular”, e…m uma poesia de Cecilia Meirelles, de Carlos Drummond de Andrade, de Fernando Pessoa. Isso se chama “graça comum”, vislumbres de Deus que estão espalhados pela criação e em tudo que acontece por aí, mesmo fora do mundo gospel. E então, nosso papel, é apontar o caminho, mostrar a Mensagem verdadeira, libertadora e revolucionária de Jesus, de Sua morte e de Sua cruz. Mas só pode agir dessa forma, quem crê como a apóstolo Paulo: “Nele nos movemos, vivemos e existimos.” Ou seja, TUDO É DELE! Como Kuyper disse: “”Não existe um só centímetro quadrado de toda a criação sobre o qual Jesus Cristo não clame: É MEU!” Portanto, não existe um mundo profano que devemos evitar e um mundo santo onde podemos pisar. O que existe são lugares, pessoas, culturas que AINDA precisam saber que JÁ foram redimidos no sangue de Jesus e que Jesus já foi declarado Senhor sobre eles. Existe um mundo que JÁ foi conquistado e colocado debaixo do Senhorio de Jesus, mas AINDA não em sua totalidade. O nosso papel é antecipar a notícia desse senhorio e dar a oportunidade para que eles já sejam colocados dentro deste contexto de Reino. É claro que precisamos tomar cuidado! É claro que, como tudo, existe perigo envolvido. Precisamos do Espírito Santo sempre e guardar o nosso coração, para dialogarmos sem nos contaminarmos, estar em um ambiente sem ser influenciado por ele. Pelo contrário, influenciando, assim como Jesus. O nosso mestre se recusou a viver de sinagoga em sinagoga. Mas andou com gente, se envolveu com gente e mudou a vida de muita gente. Que aprendamos com Ele!

Renato Marinoni – 01/03/12

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